quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Bariloche - Dia 01

Não adianta ter um blhão e meio de atividades infantis na bolsa residencial de mão. Sempre rola uma irritação do tipo "Mãe, quero ir pro avião" - frase que foi repetida umas 400 vezes... Chega um momento em que os olhares de reprovação sobre a "mãe-que-não-controla-a-filha" (eu) caem num escudo defletor do calibre do da Estrela da Morte e tudo que eu desejei foi que o Little Pony comprado no Duty Free Shop tivesse luzes hipnotizadoras.

Finalmente, o avião. E a troca de fraldas numa tábua quadrada que foi baixada da parede do banheiro da aeronave. Sério. Ninguém pensa nas crianças que demoram a desfraldar e viajam para conquistar o mundo logo cedo. Foi mais difícil do que fazer malabarismo na esquina da Presidente Vargas com a Rio Branco às 18h. Mas, enfim, consegui.

E começou a sucessão de tentativas para fazer a pequena sossegar na poltrona. Tudo vira diversão na mente de uma criança saudável de quase 3 anos. E, vamos combinar, o avião, com seu sem-fim de botões e luzinhas é um parque de diversões. Depois de algum tempo, ela dormiu. E eu também. Roberto já tinha dormido bem antes.


Até que veio a turbulência. Palmas para o piloto que passou ao largo da maior parte dela. Mesmo assim, fiquei atenta, segurando a pequena para que ela não fosse parar no teto do avião num solavanco um pouco mais forte.

Chegamos a Buenos Aires. Um pequeno stress na entrada: outro cidadão do mundo compartilha comigo o número de identidade. Provavelmente o funcionário da Polícia Federal Argentina, vendo que meu local de nascimento foi Santiago, deve ter colocado Chile como meu país de origem. Mas, depois que eu expliquei meu nascimento, fui liberada. Fomos pro hotel, fizemos o check-in e deixamos as malas. Saímos para comer.


O mocinho da recepção nos avisou que nada estaria aberto por causa do horário da siesta. Roberto, um expert em paragens portenhas nos guiou e encontramos um Asador Criollo na Lavalle pronto a nos atender. Giulia se fartou de purê de batatas com carninha e nós mergulhamos num bife de chorizo.


Depois, fomos andar pela cidade até as Galerias Pacifico até que Giulia deu sinais de cansaço. Hotel e demos o dia por encerrado.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Bariloche - Dia 00

Arrumando as malas: fazer lista funciona, sim. Ataque de ansiedade só ao perceber que tem mais tralha do que espaço.

Pelo menos, arrumei tudo bem rápido.

Bendita hora em que Roberto resolveu viajar no domingo...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio 2016

Não dá para dizer que eu torci horrores. Mas me emocionei vendo os clips de apresentação da candidatura e no anúncio da cidade que receberá os jogos Olímpicos em 2016.

Quero muito ver o Rio melhorar, o povo merece, a cidade merece.

Quem vai negar que o Rio é lindo? Quem vai negar que turista sai daqui encantado com a luxúria da natureza tão pertinho. Sério, a Floresta da Tijuca é logo ali, o Jardim Botânico é deslumbrante, as praias e serras são de cair o queixo. As pessoas ainda precisam melhorar um tiquinho, mas no geral, o carioca é encantador.

Por tudo isso, RIO 2016 NA CABEÇA! Parabéns!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Jane Austen

Amo! Podem falr que é coisa de menininha, de mulher mal-amada, podem falar o que quiserem. Adoro suas obras, adoro os filmes baseados nos livros, adoro o climão que ela consegue criar.

Tenho alguns de seus livros, Roberto veio trazendo os volumes aos poucos, durante suas viagens. Mas, o post é sobre uma edição especial que vi uma vez exposta numa livraria. Gamei e a compra foi impedida por outras prioridades e grana curta.

Semana passada, sucumbi... e comprei uma edição linda das "Complete Novels" da autora. O volume é encadernado em tecido vermelho, letras douradas, ilustrado, coisa mais linda. Estão lá: "Persuasion", "Pride and Prejudice", "Emma", "Sense and Sensibility", "Northanger Abbey" e "Mansfield Park". Ficou lindo na estante da sala, compondo a prateleira com Shakespeare, Tolkien, Cervantes, Chaucer e Borges, além de outras preciosidades.




Por falar em preciosidades, acabei comprando, também, um DVD duplo de "Orgulho e Preconceito", produção da BBC, com o Colin Firth. Maravilha! Diversão para os próximos dias.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Especiarias

Há pouco mais de um mês, eu, Roberto e Giulia subimos a serra. Colocamos as bolsas de roupa na mala do carro e fomos. Sempre fazemos isso: vamos, tentamos uma pousada para passar a noite. No pior dos cenários, não conseguimos ficar em nenhum lugar (o que nunca aconteceu) e voltamos para casa.

Muito bem. Desta vez, fomos no meio de um feriadão e acabamos ficando numa pousada bem legal, um clube de pesca na Posse, em Petrópolis. Foi lá, inclusive que Giulia acabou mostrando-se uma amazona em potencial.
Na volta, paramos para almoçar em Itaipava e acabei vendo um livro que fazia parte da decoração do restaurante: A Senhora das Especiarias. Dei uma folheada no livro, cujo título captou minha atenção quase imediatamente (quem me conhece, pode imaginar o porquê).

A história é um misto de romance com aula de magia que me encantou absurdamente. Li em menos de uma semana e já emprestei para amigas. O livro é daqueles textos que prendem o leitor e faz com que viajemos nas palavras. Eu fui à Índia, viajei pelos mares e oceanos e acabei, com Tilo, em Oakland.

Fui em busca de mais informações sobre a autora, Chitra Divakaruni e já encomendei outros livros dela. Se forem tão bons quanto a Senhora, essa indiana vai para minha lista de autores favoritos.

Outro dia, brincando com o controle da televisão, acabei parando num filme: "O Sabor da Magia". Adivinhem: a versão filmada (e muuuuuito diluída) do livro. Valeu como distração num dia em que Roberto estava em curso e Giulia tirando o cochilo da tarde.

O livro, eu recomendo fortemente. O filme... nem tanto.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Toscana, o filme, o livro, o lugar...

Ainda não tive o prazer de conhecer, mas estou me programando para uma viagem logo, logo.

O filme, eu amo. O livro, estou achando muito melhor!

Para começar, receitas, muitas. E descrições tão vivas que me fazem sentir o que está nas páginas. O primeiro Natal passado na Itália, os passeios pelas estradas romanas, as pessoas... Me identifico bastante com algumas situações, por exemplo: falar usando as mãos, participar de uma conversa na qual todos falam ao mesmo tempo, a vontade de pegar o carro só para sair buzinando quando o Brasil vence algum campeonato de futebol.

Coisas pequenas mas que me dão a certeza que eu vim de algum lugar, mesmo que só o sangue seja testemunha disso.

Itália, me aguarde.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Sob o Sol da Toscana


AMO o filme! O lugar é inebriante mesmo na tela. Dá vontade de largar tudo e ir correndo para lá. Mas, a realidade nos obriga a ficar por aqui mesmo e sonhar acordada enquanto Frances se aventura em paragens italianas.

Como boa traça, comecei a procurar o livro. Encomendado, agora estou na expectativa de chegada da caixa de papelão que vai ser o início da minha viagem. Isso, enquanto espero pela Bienal...