Finalmente, o avião. E a troca de fraldas numa tábua quadrada que foi baixada da parede do banheiro da aeronave. Sério. Ninguém pensa nas crianças que demoram a desfraldar e viajam para conquistar o mundo logo cedo. Foi mais difícil do que fazer malabarismo na esquina da Presidente Vargas com a Rio Branco às 18h. Mas, enfim, consegui.
E começou a sucessão de tentativas para fazer a pequena sossegar na poltrona. Tudo vira diversão na mente de uma criança saudável de quase 3 anos. E, vamos combinar, o avião, com seu sem-fim de botões e luzinhas é um parque de diversões. Depois de algum tempo, ela dormiu. E eu também. Roberto já tinha dormido bem antes.

Até que veio a turbulência. Palmas para o piloto que passou ao largo da maior parte dela. Mesmo assim, fiquei atenta, segurando a pequena para que ela não fosse parar no teto do avião num solavanco um pouco mais forte.
Chegamos a Buenos Aires. Um pequeno stress na entrada: outro cidadão do mundo compartilha comigo o número de identidade. Provavelmente o funcionário da Polícia Federal Argentina, vendo que meu local de nascimento foi Santiago, deve ter colocado Chile como meu país de origem. Mas, depois que eu expliquei meu nascimento, fui liberada. Fomos pro hotel, fizemos o check-in e deixamos as malas. Saímos para comer.
O mocinho da recepção nos avisou que nada estaria aberto por causa do horário da siesta. Roberto, um expert em paragens portenhas nos guiou e encontramos um Asador Criollo na Lavalle pronto a nos atender. Giulia se fartou de purê de batatas com carninha e nós mergulhamos num bife de chorizo.

Depois, fomos andar pela cidade até as Galerias Pacifico até que Giulia deu sinais de cansaço. Hotel e demos o dia por encerrado.


